BRASIL, Sudeste, RIO DE JANEIRO, JARDIM AMERICA, Mulher, de 26 a 35 anos, Portuguese, English, Animais, Arte e cultura
MSN -

 

   

    Pet Shop Legal não vende animal, adote um amiguinho na SUIPA.
  Associe-se a SUIPA e colabore com a causa animal.
  Construa um abrigo e ajude a diminuir o nº de animais abandonados nas ruas de sua Cidade.
  Visite a SUIPA e conheça de perto o trabalho realizado em prol dos focinhos carentes.
  Colabore para a continuidade do trabalho realizado pela SUIPA.
  Denúncias sobre CCZS


 

 
     

      Todas as mensagens
      Projetos
      Mensagens
      Programa de Adoção
      Voluntariado
      Doações


     

       

       


     
     
    I Love Pets *Eu amo animais*



    ESPOROTRICOSE EM SERES HUMANOS

    A esporotricose é uma micose provocada pelo fungo Sporothrix schenckii. A doença atinge habitualmente a pele, o tecido subcutâneo e os vasos linfáticos, mas pode afetar também órgãos internos. É incluída no grupo das micoses profundas.

    O fungo causador da esporotricose habita a natureza (solo, palha, vegetais, madeira etc) e a instalação da doença se dá através de ferimentos com material contaminado, como farpas ou espinhos. Animais contaminados, principalmente gatos, também podem transmitir a esporotricose através de mordeduras ou arranhaduras.

    Apesar de poder ser encontrada em todo o mundo, a esporotricose é mais comum em países de clima quente.

     

    Manifestações clínicas

     

    Após a inoculação na pele, há um período de incubação, que pode variar de poucos dias a 3 meses. As lesões são mais frequentes nos membros superiores e na face.

    A esporotricose apresenta formas cutâneas, restritas à pele, tecido subcutâneo e sistema linfático, que são as mais frequentes e, formas extra-cutâneas, que afetam outros órgãos e são mais raras.

    Entre as formas cutâneas, encontramos:

     

    1. Forma cutâneo-localizada: restrita à pele ou com discreto comprometimento linfático (íngua). É caracterizada por um nódulo (lesão elevada) avermelhado, que pode ser verrucoso (endurecido e com superfície áspera) ou ulcerado (ferido), geralmente recoberto por crostas. Esta forma também pode ocorrer nas mucosas (boca, olhos, nariz etc);

     

    2. Forma cutâneo-linfática: é a forma mais frequente de manifestação da esporotricose. A lesão inicial é um nódulo que pode ulcerar (ferir). A partir dela, forma-se um cordão endurecido que segue pelo vaso linfático em direção aos linfonodos (gânglios) e, ao longo dele, formam-se outros nódulos, que também podem ulcerar, dando um "aspecto de rosário". Pode ocorrer o surgimento de ínguas, que são, geralmente, discretas (foto abaixo);

    3. Forma cutâneo-disseminada: as lesões nodulares, ulceradas ou verrucosas se disseminam pela pele. Esta forma é mais comum em pacientes imunodeprimidos.

     

     

    Existe, ainda, a forma extra-cutânea, ocorrência mais rara, na qual a infecção atinge outros órgãos como: pulmão, testículos, ossos, articulações e sistema nervoso. Nesta forma, a via de contaminação costuma ser a ingestão ou inalação do fungo e também pode haver imunodepressão associada ao seu surgimento.

     

    Tratamento

     

    O tratamento da esporotricose pode ser realizado com o iodeto de potássio, que é bastante eficaz, mas pode ser acompanhado de efeitos colaterais, além de antimicóticos de uso sistêmico (via oral). As doses e o tempo de tratamento variam e devem ser determinadas pelo médico dermatologista.

    Fomas graves da doença podem necessitar de tratamento com antimicótico por via venosa. Na forma localizada, pode ocorrer cura espontânea.



    Escrito por Claudia P. Pinna às 12:19:30 PM
    [   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




    ESPOROTRICOSE

    Esporotricose é uma micose subcutânea causada pelo fungo Sporothrix Schenckii, que acomete o homem e uma grande variedade de animais. Geralmente é encontrado no solo, crescendo em plantas, cascas de árvores, vegetais e materiais em decomposição, estando preferencialmente presente em ambientes quentes e florestas úmidas. A distribuição da esporotricose é mundial, ocorrendo principalmente em áreas tropicais e subtropicais, como o nosso país.

    A esporotricose do gato doméstico apresenta algumas características diferentes daquela observada em outras espécies, a mais importante é a grande quantidade de células fúngicas nas lesões da pele. Essa superpopulação de fungos potencializa a capacidade infectante das lesões, quer ao homem, quer a outros animais.

    A transmissão da esporotricose felina ao homem ocorre através de mordeduras ou arranhaduras de gatos doentes, ou ainda pelo contato da pele ou mucosa com as secreções das lesões. Raramente a transmissão resulta da inalação dos "fungos", provenientes da terra ou vegetais em decomposição.

    As formas clínicas de esporotricose são: cutânea (localizada e disseminada) ou extra-cutânea (pulmonar e disseminada). Em muitos casos, mais de uma forma clínica pode ser observada. A lesão inicial é sólida, circunscrita, avermelhada e levemente elevada, aumentando lentamente para se tornar um nódulo que, posteriormente ulcera (a lesão se abre).

    Em casos graves, onde o agente se espalha, pode haver comprometimento generalizado do organismo, desenvolvendo sinais clínicos como: apatia, perda de apetite, febre e perda de peso. Os sintomas relacionados à infecção pulmonar são: fadiga, espirros, tosse com ou sem catarro, emissão do sangue pelas vias respiratórias e/ou boca, hemoptise e esforço respiratório.

    O diagnóstico da esporotricose baseia-se no histórico contado pelo proprietário, exame físico e dermatológico feito pelo médico veterinário, além de exames laboratoriais. Dentre os exames complementares existe: citodiagnóstico, cultivo micológico, intradermorreação e histopatologia.

    O diagnóstico diferencial em felinos inclui outras doenças que causam lesões cutâneas como infecções bacterianas profundas, micobacteriose atípica, criptococose, histoplasmose, neoplasias e leishmaniose tegumentar.

    Apesar da esporotricose felina possuir um curso de tratamento relativamente longo e ser uma zoonose (doença que pode ser transmitida entre os animais e os seres humanos), há tratamento eficaz. A medicação deve ser utilizada até a total cicatrização das feridas para evitar uma recidiva.

    Medidas profiláticas como o uso de luvas na manipulação de animais com lesões suspeitas, tratamento e isolamento dos animais doentes até a completa cicatrização das lesões, desinfecção das instalações com solução de hipoclorito de sódio instituída durante o tratamento, visam proteger os humanos que mantenham contato com gatos infectados, devido à natureza contagiosa da doença. Uma outra medida importante é a castração dos gatos machos que, por circularem pela rua, são mais propensos a brigas que podem causar feridas e acidentalmente abrigar o fungo. Se os devidos cuidados de profilaxia forem adotados, principalmente por Médicos Veterinários e proprietários de animais infectados, os riscos de transmissão da doença para humanos, serão bastante reduzidos.

    Caso de suspeita procure o médico veterinário de seu "bichano".

     

    Dra. Christiane D. Bueno

    Med. Veterinária (CRMV-MS 2813)

     

    Joyce K. M. Ramos Carvalho

    Med. Veterinária (CRMV-MS 1910)

     

    Instituto Municipal de Medicina Veterinária Jorge Vaitsman

    Av. Bartolomeu de Gusmão, 1120 – São Cristóvão Rio de Janeiro RJ

    Tel: (21) 2567-5496 FAX: (21) 2567-7699



    Escrito por Claudia P. Pinna às 12:03:46 PM
    [   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




     
     

    ESPOROTRICOSE

    O QUE É?

     

    A esporitricose é uma doença subaguda ou crônica, causada pelo fungo Sporotrix schenckii, que acomete tanto o homem quantos os animais. Na maioria das vezes, manifesta-se com uma infecção benigna limitada a pele e ao tecido celular subcutâneo. Raramente dissemina-se para os ossos e órgãos internos e, ocasionalmente, pode acometer primariamente o pulmão, evoluindo para disseminação sistêmica.

    O Sporotrix schenckii é um fungo dimórfico, saprófito, ambiental e cosmopolita, acometendo várias espécies, entre elas cães, animais silvestres e o próprio homem.Os gatos, entretanto, estão sendo considerados os maiores transmissores do fungo, apesar de serem uma entre várias espécies que podem transmiti-la.

     

    CONTÁGIO

     

    A infecção costuma ocorrer por vulnerações transcutâneas e a partir de materiais contaminados. Os casos de esporotricose no homem estão associados ao manuseio de vegetais ou ao contato com a terra.

    O gato pode contrair a doença graças ao hábito de arranhar pedaços de madeira, ou em brigas por alimento ou disputa por território com outros gatos.

     

    MANIFESTAÇÃO CLÍNICA

     

    Clinicamente os animais apresentam lesões no dorso do tronco e na cabeça. As extremidades também podem estar concomitantemente afetadas. As lesões caracterizam-se por formações circulares, elevadas, com alopecia e crostas, em grande número e com ulceração central. No caso de disseminação da doença, podem estar presentes anormalidades oculares neurológicas e linfáticas.

     

    DIAGNÓSTICO

     

    O diagnóstico de esporotricose pode ser afirmado pela demonstração de microrganismo em exsudatos ou em amostras de tecidos, pelo isolamento do microorganismos por meio de técnicas de cultura, ou pela inoculação em animais de laboratórios com material infectado. Não é comum a visualização direta do microrganismos nos exsudatos, por se encontrarem em baixas quantidades nestes materiais.

    A esporotricose, em virtude do grande polimorfismo que apresenta, simula numerosas dermatoses, afecções neoplásicas, infecções parasitárias (Demodex ou Pelodera) e reação a corpo estranho devem ser excluídas ao diagnosticar a esporotricose.

     

    TRATAMENTO

     

    O tratamento consiste na administração de droga antifúngica sistêmica de longa duração (semanas a meses), mantendo-a durante, no mínimo 1 mês após a cura clínica completa. A utilização de luvas e lavagem das mãos e braços após manusear animais possivelmente contaminados torna-se indispensável. O prognóstico varia de bom a regular, porém pode ocorrer recidiva.

     

    CONCLUSÃO

     

    Alguns profissionais estão mais expostos a se contaminarem com o Sporotrix schenckii, entre estes profissionais está incluso o médico veterinário. Para evitar esta doença é importante que os gatos suspeitos sejam adequadamente contidos, para evitar mordeduras e arranhaduras, e que, durante o atendimento clínico, sejam utilizadas luvas. Após a manipulação do animal, os profissionais devem lavar adequadamente as mãos, descartar o material e esterilizar o local utilizado no procedimento. Outro cuidado importante a ser observado é a separação do animal doente de outros animais.

     

    BARCELOS, Fabíola

    MARTINS, Rodrigo Leandro Gouvêia

    Alunos da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia de Garça/SP FAMED/FAEF

    PINHEIRO JR., Osni Álamo

    Professor da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia de Garça/SP FAMED/FAEF

     

     



    Categoria: Mensagens
    Escrito por Claudia P. Pinna às 12:02:41 PM
    [   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




    ADOÇÃO COM RESPONSABILIDADE

    POSSE RESPONSÁVEL: COMO ADOTAR COM RESPONSABILIDADE

    1º) Antes de adotar:

     
    - Ter em mente que um animal (cão ou gato) vive em média de 12 a 15 anos e dependerá inteiramente de seu dono durante toda a sua vida, inclusive na velhice;

    - Ter a concordância de todos da família, verificar se há recursos necessários para manter o animal (ele vai precisar de vacinação, ração, medicamentos e eventuais cuidados veterinários) e averiguar se há quem fique com ele durante as férias e os feriados prolongados;


    - NÃO dar animais de presente. Não imponha um animal a quem não fez uma escolha consciente de adotá-lo. Animais não são objetos!


    - NÃO adotar ou comprar um animal de uma determinada raça só porque está na moda, pois a moda passa. Além disso, cachorros e gatos vira-latas costumam ser muito inteligentes e mais saudáveis que cachorros e gatos de raça, por terem maior diversidade genética.


    - Se escolher adotar um filhote, lembre-se que ele é fofinho agora, mas vai crescer rapidamente e precisará de espaço. Os filhotes também costumam ser estabanados e precisam ser disciplinados, com CARINHO e PACIÊNCIA, para não roerem ou quebrarem objetos e móveis;

     
    - Ter em mente que todo filhote precisa de visitas periódicas ao médico veterinário e de atenção constante;

     
    - Estar consciente que todo animal faz xixi e cocô. Verifique quem vai se responsabilizar pela limpeza do local;

     
    - Lembrar-se que gatos são tão carinhosos com seus donos como os cachorros, mas são mais independentes e podem passar tranquilamente longas horas sozinhos. Já os cachorros são carentes e gostam de ficar perto do dono e da família na maior parte do tempo. Muitos deles choram e uivam se deixados por muito tempo sozinhos. Se você mora sozinho e costuma ficar pouco tempo em casa, considere adotar um segundo animal para que um faça companhia ao outro;


    2º) Depois de adotar:

     
    - Manter o animal sempre dentro de casa, jamais solto na rua. Para os cães, passeios são fundamentais, mas apenas com coleira/guia e conduzido por quem possa conter o animal. Para gatos que vivem em apartamento, é necessário telar janelas para evitar quedas fatais, ELES NÃO TÊM 7 VIDAS!


    - Cuidar da saúde física do animal, fornecer abrigo, alimento balanceado (de preferência ração), medicamentos e vacinas anualmente;


    - Levar o animal regularmente ao veterinário. Banhá-lo, escová-lo e exercitá-lo periodicamente;

     
    - Zelar pela saúde psicológica do animal. Dar-lhe atenção, carinho, estímulos e ambiente adequado;

     
    - Se necessário, educar o animal por meio de adestramento, mas sem agressividade e respeitando suas características e limitações;

     
    - Ao passear, recolher e jogar os dejetos no lixo, A RUA NÃO É BANHEIRO!


    - Colocar uma plaqueta com seu nome e telefone na coleira do animal. Pesquisar a legislação de sua cidade e, se necessário, registrá-lo no Centro de Controle de Zoonoses (CCZ);


    - Evitar crias indesejadas de cães e gatos (esterilizando os machos e as fêmeas). A esterilização é a única medida definitiva no controle da procriação e não tem contra-indicações;

    - Não abandonar nenhum animal. Ele sofrerá todos os tipos de maus-tratos na rua, como espancamento, mutilações, envenenamento, queimaduras etc. Ele sentirá frio, fome, sede, medo, solidão e tristeza. Ele poderá ser atropelado fatalmente, ficar ferido gravemente, sentir dores decorrentes de doenças etc.


    - Educar as crianças para respeitar o animal, não batendo, chutando, torcendo, puxando ou ainda, jogando-o de escadas e janelas. Lembrar-se sempre que os animais só costumam agredir se forem agredidos primeiro.

     
    Fonte: Site www.queroumbicho.com.br

     



    Escrito por Claudia P. Pinna às 11:38:35 AM
    [   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




    VANTAGENS EM CASTRAR SEUS ANIMAIS

    Fêmeas:

    - O cio deixa de ocorrer, consequentemente não há mais sangramento;

    - A fêmea deixa de atrair machos e procriar;

    - Diminui o risco de câncer das mamas e elimina o câncer de útero;

    - O animal fica mais tranquilo;

    - Estará se livrando da piometra (infecção no útero) que atinge em média 60% das cadelas não castradas e cujo tratamento inclui a esterilização;

    - NÃO, as fêmeas não engordam por causa da esterilização. Em 30 % dos casos o apetite aumenta, mas se a ingestão de alimentos for controlada após a cirurgia, esse problema tende a diminuir.


    CASTRANDO A PARTIR DE 2 MESES DE IDADE (ANTES DA PUBERDADE) AS VANTAGENS SÃO:

     
    - Cadelas e gatas castradas antes da puberdade reduzem em 90% as chances de terem câncer de mama;

    - A recuperação pós-cirurgia é mais rápida (filhotes com até 30 dias se recuperam imediatamente após o término da anestesia);

    - Não haverá aumento na tendência a obesidade;

     
    Machos:


    - É mais simples que nas fêmeas;

    - Ele continua guardião da casa e da família;

    - O animal fica mais tranquilo;

    - Diminui o risco de fugas atrás de fêmeas;

    - Diminui a necessidade de marcar território;

    - Diminui o problema de latidos excessivos e uivos;

    - Não terá câncer nos testículos;

    - Estará menos sujeitos a tumores anais;

    - NÃO, o animal não fica “boiola”.

     
    OBS.: A incontinência urinária em cadelas e a incidência de obstrução uretral em gatos não aumenta em animais castrados.

     
    Além de todas essas vantagens, sai muito mais barato uma esterilização que cuidar de toda uma ninhada, alimentação dos filhotes e da mãe, higiene, remédios, vacinas, vermífugos, o trabalho que você terá para conseguir doá-los, e o mais importante, para uma pessoa responsável que não jogue seu animalzinho na rua, o sujeitando à violência, doenças, à carrocinha, à passar fome etc.

    LOCAIS ONDE PODE CASTRAR SEUS ANIMAIS:

     
    Rio de Janeiro:

     
    Hospital Veterinário da Mangueira – Tels.: (21) 2234-0609/ 2254-2100

     

    SUIPA (Sociedade União Internacional Protetoras dos Animais) – Tel.: (21) 3297-8777

     


    Fonte: Instituto Nina Rosa e American Humane Association

     



    Escrito por Claudia P. Pinna às 11:36:54 AM
    [   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




    PERGUNTAS E RESPOSTAS SOBRE A CASTRAÇÃO

    A castração ainda é um assunto bastante polêmico para os proprietários de animais de estimação. Está associada à imagem de cães e gatos gordos e letárgicos, ‘cirurgia cruel’, ‘mutilação do animal’ etc. É preciso desvendar o que há de falso e verdadeiro sobre a castração e entender bem quando ela é recomendada.

    A castração deixa o animal gordo?

     
    NÃO. A castração pode causar aumento do apetite, mas se a ingestão de alimento for controlada e o dono não ceder às vontades do animal, o peso será mantido. Observa-se que animais castrados quando jovens, antes de completar 1 ano de vida, apresentam menos sinais de aumento de apetite e menor tendência a se tornarem obesos. A obesidade pós castração é causada, na maioria das vezes, pelo dono e não pela cirurgia.


    A castração deixa o animal bobo?

     

    NÃO. O animal ficará letárgico após a castração apenas se adquirir muito peso. Gordo, ele se cansará facilmente e não terá a mesma disposição. A letargia é consequência da obesidade e não da castração em si. Os animais na fase adulta vão, gradativamente, diminuindo a atividade. Muitos associam erroneamente esse fato à castração.


    A castração mutila o animal, é uma cirurgia cruel?


    NÃO. A cirurgia de castração é simples e rápida e, o pós-operatório, bastante tranquilo, principalmente em animais jovens. É utilizada anestesia geral e o animal já está ativo 24 horas após a cirurgia. Não há nenhuma consequência maléfica para o animal que continua a ter vida normal.

     
    A castração evita câncer na fêmea?

     
    SIM. As fêmeas castradas antes de 1 ano de idade, têm chance bastante reduzida de desenvolver câncer de mama na fase adulta, se comparado às fêmeas não castradas. A possibilidade de câncer de mama é praticamente zero quando a castração ocorre antes do primeiro cio. A retirada do útero anula a chance de problemas uterinos bastante comuns em cadelas após os 6 anos de idade, cujo tratamento é cirúrgico, com a remoção do órgão.


    O macho castrado não tem interesse pela fêmea?

     
    NÃO. Muitos machos castrados continuam a ter interesse por fêmeas, embora ele seja menor comparado a um animal não castrado. Se o macho é castrado e há uma fêmea no cio na casa, ele pode chegar a cruzar com ela normalmente, sem que haja fecundação.

     
    Castrando os machos eles deixam de fazer xixi pela casa?

     
    NÃO. Uma característica dos machos é demarcar o território com a urina. Se o macho, cão ou gato, for castrado antes de uma ano de idade, ele não demarcará território na fase adulta. A castração é indicada também para animais adultos que demarcam território urinando pela casa.


    Deve-se castrar a fêmea após ela ter dado cria?

     
    NÃO. Ao contrário do que alguns pensam, a cadela não fica ‘frustrada’ ou ‘triste’ por não ter tido filhotes. Essa é uma característica humana que não se aplica aos animais. Se considerarmos a prevenção de câncer em glândulas mamárias, ela será 100% eficaz, segundo estudos, se feita antes do primeiro cio. O ideal é castrar o quanto antes.

     
    Fonte: Site
    www.vidadecao.com.br



    Escrito por Claudia P. Pinna às 11:35:56 AM
    [   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




     
     

    TRATAMENTO PARA COMBATER A SARNA DEMODÉCICA

    Para o combate ao Demodex canis, a recomendação é o uso tópico em banhos ou pulverizações do Amitrax na concentração de 250 ppm. No Brasil é comum o emprego do Triatox da Schering-Plough, na dosagem de 4 ml por litro de água em banhos semanais até que os raspados de pele se mostrem negativos. Um dia antes do banho com a solução de Amitrax o cão deve ser banhado com um xampu anti-séptico, para remoção de caspas, crostas e exsudatos, permitindo uma maior penetração do medicamento. O cão não deve ser enxaguado e deve secar o pelo à sombra.

     

    A Virbac produz no Brasil uma coleira dermatológica à base de Amitrax, chamada de PREVENTIC, que configura bom apoio ao tratamento.


    Nas lesões interdigitais pode ser passada, diariamente, uma solução de Triatox em óleo mineral, na concentração de 1 ml para 10 ml de óleo.

     

    Um medicamento de uso sistêmico que vem sendo empregado com sucesso é a Ivermectina, em uso oral, na posologia de 0,5 mg/Kg em dose diária, durante 90 dias. Contra indicado para : Collie, Border Collie, Pastor de Shetland, Old English Sheepdog.

    A Ivermectina se mostra efetiva em 83,3 % dos cães tratados por um período de 10 a 18 semanas e por mais 1 mês após a cura clínica na dose de 300 a 600 µg/kg.

    Milbemicina (Interceptor®) – alternativa para as raças que não podem usar a Ivermectina. Posologia: 0,5 mg/Kg. Alta do paciente – só após 3 raspados negativos consecutivos. A primeira reavaliação é feita em 8 semanas.

     

    O Levamisol têm sido empregado como coadjuvante no tratamento sistêmico, principalmente, por suas propriedades estimulantes do sistema imunológico.

     

    CONCLUSÃO:

     

    Ainda há que se considerar que a sarna demodécica também é polêmica no meio profissional. Como a ciência e a tecnologia são “voláteis”, um veterinário precisa estar atualizado; utilizar os conhecimentos adquiridos na época da faculdade não é o suficiente para lidar com as bases celulares da patologia.

    O que todas as pessoas precisam entender é que 100% dos cães possuem um ácaro, em pequenas quantidades na pele, chamado demodex canis. Absolutamente todos os cães da face da terra possuem um ácaro na pele/pêlo, chamado demodex canis. E, claro, quando os filhotes nascem, eles entram em contato com a mãe e adquirem este ácaro. Assim como também adquirem streptococcus, staphilococcus, lactobacilos, fungos e outros microorganismos. ISSO É NORMAL! Não há nada de errado com isso. Cães não ficam doentes porque a mãe tem o ácaro na pele.

    Até 1 ano de idade, a imunidade do filhote é MUITO flutuante. Durante essas flutuações de imunidade os microorganismos da pele – que também são oportunistas – podem se desenvolver MAIS, alterando o equilíbrio da microbiota normal. Por isso, podem surgir áreas com perda de pêlo provocadas por fungos, bactérias ou pelo demodex canis.

    Este quadro de demodicose na infância não pode ser, definitivamente, taxado como aquela doença terrivelmente temida que ocorre na vida adulta, em ciclos repetidos, até o final da vida do cão. A proliferação exacerbada do demodex canis na infância pode nunca mais recidivar, uma vez tratada, ou pode ocorrer em outros episódios, que sumirão na fase adulta.

    A sarna demodécica legítima é uma questão imunológica, pois há contínua flutuação de imunidade, mesmo com o cão em idade adulta.



    Categoria: Mensagens
    Escrito por Claudia P. Pinna às 11:32:49 AM
    [   ] [ envie esta mensagem ] [ ]




     
     

    SARNA DEMODÉCICA

    A sarna demodécica, também conhecida por demodecicose ou sarna negra, é causada pelo ácaro Demodex Canis, que faz parte da fauna natural presente na pele de todos os cães. O ácaro habita os folículos pilosos e, por vezes, as glândulas sebáceas.

    Não há risco de transmissão para o homem. Essa família é espécie-específica, possuindo afinidade com um tipo de hospedeiro. Assim o Demodex Canis habita a pele dos cães, o Demodex Cati a pele dos felinos e o Demodex Cunicule a pele dos coelhos e lebres.

     

    Demodex Canis.
    Mede 40 por 300 micra.

     

    A transmissão sempre se dá pelo contato. Mas não é simples, pois o ácaro permanece abaixo da epiderme, na camada chamada derme, onde estão abrigados vasos, nervos, glândulas sebáceas, sudoríparas e os folículos pilosos. O contato deve ser estreito e prolongado para que haja transmissão, como no caso da amamentação da ninhada em que o ácaro passa da mãe para os filhotes. Alguns experimentos comprovaram que NÃO há transmissão intra-uterina e nem na passagem pelo canal vaginal, sendo que, após o nascimento e inicio da lactação, em um período entre 8 e 18 horas todos os filhotes já apresentam o ácaro na região do focinho. Essa transmissão é do ácaro. É absolutamente normal e não implica no desenvolvimento da demodecicose.

    Um outro experimento demonstrou a transmissão de um filhote que desenvolveu a demodecicose generalizada, para outros filhotes de linhagem tradicionalmente isenta, ao reuni-los todos, em um mesmo canil. Isso comprova que um ambiente saturado por uma superpopulação de Demodex canis, em seus vários estágios de desenvolvimento pode levar os filhotes sadios a um nível de infestação superior a capacidade de controle de seu sistema imunológico e ao desenvolvimento da Demodecicose. Mas essas circunstâncias são muito especiais e a maior parte da literatura assume que não há transmissão lateral da sarna demodécica.


    Há pouco tempo, a sarna demodécica era considerada uma doença hereditária. Atualmente sabe-se que a questão da hereditariedade está ligada a uma deficiência do sistema imunológico, passada dos pais para os filhos. Mais especificamente, à produção de um tipo de linfócito (glóbulo branco) conhecido como célula T ou Linfócito T, que tem um importante papel no sistema imune. Essa limitação do sistema imunológico poderá levar ao desenvolvimento da sarna demodécica e de outras doenças.
    Independentemente de sua herança genética, e da qualidade do seu sistema imunológico, outros fatores de estresse poderão levar um cão para um quadro de imunossupressão, e para o desenvolvimento da Demodecicose. O hipotireoidismo, algumas neoplasias ou uma forte infestação verminótica são bons exemplos. O uso prolongado de corticosteróides, por sua característica imunossupressora, tem sido associado a casos de demodecicose.

     

    Existem, fundamentalmente, dois tipos de Demodecicose, a localizada e a generalizada. A Demodicose localizada e a demodicose generalizada devem ser consideradas como duas entidades patológicas distintas, exigindo diferentes terapias, com atenção a dieta, ao programa de vacinação e tratamento anti-helmíntico. Nos animais adultos, causas primárias podem contribuir para uma imunossupressão, favorecendo assim a proliferação do Demodex Canis.

     Em ambos os casos, o diagnóstico somente poderá ser confirmado pelo exame microscópico do raspado profundo da pele lesionada, constatando a presença de vários ácaros em seus diversos estágios de desenvolvimento, por campo de observação.

     

    CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS

    • Áreas alopécicas na região da face, membros ou dorso.
    • Eritema (vermelhidão), pústulas ("bolhas", vesículas), hiperpigmentação, escamas, colaretes epidérmicos.
    • O prurido (coceira) é ausente, exceto quando houver piodermite concomitante.

     

    DIAGNÓSTICO

    ·        Raspado de pele em áreas alopécicas corado com potassa = revela o ácaro Demodex canis.

    ·        Exame histopatológico: utilizado para fechar o diagnóstico em cães da raça Shar pei, que apresentam muita mucina, o que dificulta a visualização do ácaro. Este é o exame de eleição para shar pei. Em casos de pododermatite também, devido à hiperqueratose.

    DEMODECICOSE LOCALIZADA


    Como o próprio nome sugere, as lesões ocupam áreas reduzidas e descontinuadas. Normalmente aparecem na cabeça, pescoço ou membros anteriores, mas nada impede que surjam manchas em outras regiões do corpo. O primeiro sinal é a alopecia (perda de pêlos), que é seguida pelo surgimento de eritema em graus variados (coloração avermelhada da pele ocasionada por vasodilatação capilar, sendo um sinal típico da inflamação). Não são frequentes os pruridos (coceiras) ou a piodermite secundária (condição infecciosa, produtora de pus, causada por outros organismos oportunistas).

    A ocorrência de Demodecicose localizada é, relativamente, comum no primeiro ano de vida dos filhotes, devido às flutuações do seu sistema imunológico. A cura ocorre naturalmente em 80% dos cães, sem qualquer tratamento. Em 10 % dos casos há evolução para a Demodecicose generalizada, configurando um quadro mais grave que dificilmente chegará à cura total. Há necessidade de acompanhamento veterinário para a correta avaliação da evolução do quadro clínico.

     

    DEMODECICOSE GENERALIZADA

     

    É a forma grave da doença e ocorre como consequência de uma predisposição hereditária à imunossupressão.

    A doença se apresenta como uma dermatite crônica. Há alopecia em áreas maiores, com descamação, formação de crostas, hiperpigmentação (manchas) e piodermites severas. Poderá ocorrer inflamação dos gânglios, febre e perda de peso.

     

    A área afetada apresenta tumefação, cistos interdigitais que ulceram e drenam material exsudativo ou serosanguinolento formando crostas hemorrágicas. A pele fica hiperpigmentada e espessada e pode conter pústulas interdigitais.

     

    Infelizmente, por desconhecimento ou até mesmo por informações totalmente equivocadas, a sarna demodécica, em muitos casos, é tratada de forma generalizada, sem que haja a necessária diferenciação entre a forma juvenil e a adulta, cujos tratamentos e consequências para a vida do cão são totalmente diversos.

     

    Na demodicicose localizada não é indicado tratamento, pois 90% dos casos tem cura espontânea em algumas semanas a meses e estudos demonstram que não há diferença na taxa de cura nos casos tratados e não tratados.


    Na demodecicose generalizada o tratamento deve ser iniciado pelo combate aos causadores primários, se comprovados, como verminoses ou o hipotireoidismo.

     

     

     

     

    As infecções secundárias, pela diversidade de microorganismos oportunistas, exigem coleta de material, cultura e antibiograma, para tratamento específico. O resultado do hemograma do cão com sarna demodécica generalizada, em 50% dos casos, apresenta anemia não regenerativa, normocíticas ou normocrómicas. Apresenta, ainda, baixos níveis de Tiroxina Sérica.

    É rara a cura total. Na maioria dos casos há reincidência da doença após algum tempo.
    Dessa forma, um cão, macho ou fêmea, que tenha demonstrado incapacidade imunológica para o controle do Demodex canis, NÃO poderá ser empregado na reprodução, pois essa deficiência é, comprovadamente, transmissível aos seus descendentes.

     

    PODODEMODECICOSE

     

    Na podemodecicose o cão apresenta lesões nas patas, na região interdigital. Poderá ocorrer sem que surjam lesões em outras áreas. Têm caráter crônico e normalmente vem acompanhada por piodermites.

     

     

     



    Categoria: Mensagens
    Escrito por Claudia P. Pinna às 11:30:33 AM
    [   ] [ envie esta mensagem ] [ ]





    [ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]